Crédito: Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O então deputado federal Delegado Waldir anunciou sua saída do PSDB após afirmar que a sigla não demonstrou abertura para apoiar sua candidatura nas eleições daquele ano.

Segundo Waldir, a decisão veio depois de semanas de conversas internas e tentativas de viabilizar seu nome dentro do partido. No entanto, o cenário encontrado foi de resistência e falta de espaço político, o que teria tornado sua permanência inviável.

“Não houve diálogo real. O partido já tinha uma definição clara e não demonstrou interesse em discutir alternativas”, afirmou o parlamentar à época.

Clima interno e desgaste político

Nos bastidores, a avaliação era de que o PSDB já trabalhava com outro projeto eleitoral, deixando pouco espaço para disputas internas. A situação gerou desgaste e frustração, especialmente entre aliados de Waldir, que viam sua candidatura como competitiva dentro do cenário estadual.

A saída do deputado expôs um problema recorrente nos partidos tradicionais: a dificuldade de acomodar diferentes projetos políticos sob uma mesma legenda, especialmente em períodos pré-eleitorais.

Próximos passos

Após deixar o PSDB, Delegado Waldir passou a avaliar novas siglas, buscando um partido que oferecesse não apenas legenda, mas também estrutura e apoio real para viabilizar sua candidatura.

A movimentação reforçou um padrão já conhecido da política brasileira: a troca de partidos motivada mais por estratégia eleitoral do que por alinhamento ideológico.

Contexto político da época

Em 2016, o ambiente político era marcado por instabilidade, reconfiguração de alianças e forte disputa interna nos partidos. A decisão de Waldir se insere nesse cenário, onde lideranças buscavam espaços mais favoráveis para manter protagonismo eleitoral.

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